Caio Blanco
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Meu despertador tocou às oito e meia da manhã do sábado de pré-Carnaval. A primeira coisa que me veio à cabeça, instantaneamente, foi o rosto dela. Era tão nítido e real que parecia ter sido pintado no teto da na minha retina pelo [...]Você é mais doída que quarta-feira de cinzas
1 de fevereiro de 2016 -

Eu não vejo a hora de ficar velhinho. Bem velhinho mesmo. Daqueles velhinhos que todos pensarão ser bastante sábio, mesmo que eu venha a ter um cérebro feito de abacate. Mas eu terei tantas rugas em meu rosto dócil e um olhar tão [...]Eu não vejo a hora de ficar velhinho
2 de dezembro de 2015 -

Sexta-feira foi meu último dia de trabalho. E eu espero, de forma sincera, que sexta-feira tenha sido o meu último dia de trabalho formal-corporativo. Eu sou um homem corporativo. Cresci uma pessoa institucional desde que me lembro por gente. Ser gente, no meu [...]Chapada, eu queria ser como você
30 de outubro de 2015 -

Caju sempre me diz que minhas unhas estão compridas. Essa semana não foi diferente. Estávamos conversando quando ela soltou uma exclamação de horror. “Caio, suas unhas estão muito compridas!”. Eu discordei. Achei que estavam com um tamanho aceitável e confessei que não aguentava [...]Corte suas unhas regularmente
17 de setembro de 2015 -

Quando nasceu, nasceu de cócoras, invertido. Deu de fuça no mundo ao contrário: já nasceu torto. Ainda bem que era menino. O primeiro filho tem mesmo de ser varão. Vai ser macho como o pai, sem demoras, sem delongas. Deu de fuça no [...]Sobre a necessidade de ser de aço
13 de julho de 2015 -

Eu passei os primeiros anos da minha pré-adolescência — e, depois, adolescência – rebeldes odiando o Carnaval. Era um pacto que havia feito comigo mesmo contra uma alegria despropositada de uma época que fazia calor demais para mim, um jovem que decidiu — [...]Ai, meu Carnaval
12 de fevereiro de 2015 -

Eu amei pela primeira vez com seis anos de idade. O nome dela era Pamela e o dente da frente dela tinha acabado de cair. O meu nem estava mole. Ela era muito precoce, a Pamela — e eu estava um ano adiantado [...]A música que era nossa
21 de janeiro de 2015 -

Eu comecei com rituais de passagem de Ano Novo na madrugada de 2010 para 2011. Foi no último reveillón que passei com meus pais e com uma parte distante da família. Estávamos na praia, na casa do meu padrinho (que virou evangélico, então [...]Iemanjá há de perdoar
12 de janeiro de 2015 -

Era uma tarde de sábado regada a uma ressaca maldita quando eu me dei conta de que não sabia o meu ascendente. Isso, o ascendente astrológico. Astrologia era uma daquelas coisas que nunca fizeram muito sentido para mim. Eu nasci em novembro e carreguei, [...]Revoluções profundas e jogatinas indecisas
15 de dezembro de 2014