Crônica
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Em mais um arranha-céu, no alto da torre. Corretores diriam tratar-se de um “empreendimento”. Da varanda do quarto de dormir, situada no nono andar do edifício, a uma distância considerável da terra, suficiente para amedrontar em um dia de pré-disposição a pensamentos mórbidos, [...]Gol a gol
18 de dezembro de 2014 -

Era uma tarde de sábado regada a uma ressaca maldita quando eu me dei conta de que não sabia o meu ascendente. Isso, o ascendente astrológico. Astrologia era uma daquelas coisas que nunca fizeram muito sentido para mim. Eu nasci em novembro e carreguei, [...]Revoluções profundas e jogatinas indecisas
15 de dezembro de 2014 -

Provisoriamente, após longos meses, meu possante reencontrou um teto, recuperou a dignidade. Retornei à origem, ao cordão umbilical, em virtude de uma cirurgia que me abalou o maxilar, desmoronou minha autonomia. Minha mãe voltou a me alimentar, me concedeu uma vaga do edifício, [...]Membro do Picasso
1 de dezembro de 2014 -

Eu cheguei à véspera do feriado da Consciência Negra com um propósito muito especíifico — e determinado — na minha cabeça: fazer sexo. Era simples assim. Era uma vontade que vinha logo depois do meu desejo mais íntimo de ir ver o mar: [...]Antônio, Regina e Neosaldina
28 de novembro de 2014 -

Muito tempo antes de entender o que era “samba”, eu ouvia aquela música. Sem saber, ou sem querer saber, era só aquela música. Por incrível que pareça nunca me importou de quem era, de quando era, porque era. Apenas era. E era grande, [...]O desfile
18 de novembro de 2014