Pessoas
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Flaneando em algum café pela Cidade do México, me perco no Laberinto de la soledad de Octavio Paz. Sou resgatado quando fones de alto-falante me proporcionam ritmos de Natalia Lafourcade y Los Macorinos. Diante do resgate, lembro que Levi-Strauss disse em seus [...]Rivera e Siqueiros. Trotsky e Stalin
14 de julho de 2020 -

Meia dúzia de estrelas já alumiava quando perdi a firmeza nas passadas. Era difícil conciliar os efeitos da tradicional cachaça de cravo e canela paratiense com a irregularidade das pedras que formam as ruas do centro histórico. Mas a noite era de festa. [...]ERRO99, a turma que vende e queima fotografias na praça pública
29 de maio de 2017 -

Casa de avó: cheiro de bolo quentinho, manteiga derretendo no pão, toalha xadrez e a voz do apresentador Silvio Santos ecoando na televisão ao fundo. No cantinho do sofá, um novelo. Matéria prima da toalha, do vestido ou do tapete – tanto faz. [...]“Queremos levar carinho para as ruas”, diz coletivo meiofio
2 de dezembro de 2016 -

Foi no aconchego de um café cheio de pessoas pensantes, no centro-sul belo horizontino, que conheci Miriam Barreto e Flávia Pellegrini – mulheres de sotaque mineiro “miudim” e maternidades grandiosas. Em nossa mesa, começamos falando sobre café e logo depois passamos a conversar sobre filhos: cada uma das [...]Na Pracinha: o resgate do espaço do brincar ao ar livre em Belo Horizonte
21 de outubro de 2016 -

O som daquele piano era divino e paradoxalmente demoníaco. O instrumento é de 1758, época em que os homens deveriam ter mais diabos no peito e mais tempo para a música: essas coisas que aconteciam antes de Deus inventar os ansiolíticos. Piano tão [...]No último casarão da Paulista
18 de janeiro de 2016 -

Quero começar esse texto com a letra de um samba que o meu “comparsa” Flávio Lobo compôs este ano: “Hoje eu não vou reclamar Embora a vida ande dura demais Não posso desanimar, do prejuízo tô correndo atrás Para que não seja em [...]O café do Mirante que começou há cinco gerações
28 de agosto de 2015 -

Eu quero ser velho. Como quero. Não quero ser um “senhor”. Quero ser “velho” mesmo, como Clint Eastwood. Tom Zé e Ferreira Gullar. Como quero surtar menos com o futuro e dar mais risadas do passado. Como quero impor minhas rugas e cabelos [...]Registrei no Instagram os velhos mais fodas que encontrei pela cidade
22 de julho de 2015 -

Não sei por que diabos por qual delírio insisto em procurar malucos. “Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que normalidade é uma ilusão imbecil e estéril”. Oscar Wilde escreveu isso em 1800 e [...]Malucos, cavalos e pandas mais espertos que a média
11 de junho de 2015 -

Antônio Cardoso Andrade, o Mestre Brasília… o conheci em um curso. Na primeira vez que o vi, fiquei encantando com sua postura – pura elegância tupiniquim. Ereto, delgado, polido, sempre fazendo comentários sábios – e foi natural, dentro do meu limitado repertório, pensar [...]Mestre Brasília trouxe a capoeira para São Paulo
30 de abril de 2015 -

Em minha cozinha eu derretia uma colher de manteiga que iria dourar uma cebola roxa picada, quando o meu convidado me perguntou: “antes de qualquer coisa, qual é o seu relacionamento com as drogas?” Parei e tentei lembrar de algumas experiências. Da minha [...]Ayahuasca, psicodelia, índios e fotografias
26 de fevereiro de 2015